sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minha Mãe



Quero lhes contar uma história de amor. A história de uma mulher maravilhosa: minha mãe.

Se existe uma pessoa que eu admiro mais que qualquer coisa, é a Dona Osmarina, ou, como todos à conhece, Mazinha.

Minha mãe teve uma infância pobre. De seus relatos, me lembro de muitas histórias emocionantes que me fizeram até chorar e refletir sobre a vida.

Como era muito pobre, minha mãe, não tinha brinquedos e suas bonecas eram feitas de palitinhos de fósforos e frutas, em especial goiabas que pegava na goiabeira do quintal. Ela era artista na arte de inventar brinquedos com a imaginação. Pegava tudo o que podia deste quintal (tijolos, folhas, pedras...) e construía a casa de suas bonequinhas de goiaba. Me lembro, que eu e minha irmã gêmea fizemos essa experiência e brincamos.

Mas um dos relatos que me deixou muito triste, que até hoje quando lembro sinto meus olhos lacrimarem, foi que havia uma vizinha que era muito rica e tinha brinquedos da melhor qualidade da época e, não satisfeita com uma boneca que estava imunda, desgastada e com suas vestes rasgada, esta menina jogou a boneca no lixo. Vendo tal cena, minha mãe peguntou se podia ficar com a boneca e ela disse que sim.

Então, a pequena Mazinha, toda contente, pegou o que seria sua primeira boneca de verdade e levou consigo para casa. Chegando lá, ela lavou a boneca, costurou suas vestes, arrumou os cabelinhos e foi brincar na rua. Sentiu-se normal, pela primeira vez na sua vida. Sentiu-se como as outras crianças com um brinquedo de verdade.

Mas acontece que sua alegria durou pouco, pois a menina (ex-dona da boneca), quando viu minha mãe à brincar na calçada de casa, quis o brinquedo de volta. Daí começou a confusão que acabou com a interferência das mães de ambas. Resultado: a menina teve sua boneca de volta (limpa e “brincável”) e minha mãe, coitada, ainda pegou uma surra por conta disso. Mas não culpo minha avó, pois ela era uma mulher muito severa, típica da época mesmo.

Mas, apesar disso, minha mãe não teve uma infância ruim. Eu estava aqui avaliando ao recordar de seus relatos sobre as brincadeiras na rua, correndo, subindo em árvores, banhando na chuva com os coleguinhas... ela teve a infância que muitas outras crianças, daquela época podiam ter e não tinham por conta dos pais.

A infância de minha mãe me ensinou na minha infância, que brinquedo não era tudo. Tanto que eu passava a maior parte do meu tempo de criança, brincando com os amigos na rua.

Ela, sempre nos ensinou à da valor ao que conquistarmos, sendo que ela sempre dava valor ao que nós fazíamos. Acreditava no nosso potencial quando todos apontavam o dedo para nós e dizia que não conseguiríamos ser “alguém na vida”.

Nunca foi de nos obrigar à fazer nada. Até mesmo nos estudos. A única coisa que ela fazia questão era que não faltássemos na escola, nem que pra isso precisasse nos vestir ainda dormindo em nossas redes. Era ilário: nós dormindo e ela, coitada, se esforçando para vestir o fardamento escolar em nós.

Mulher batalhadora é essa Mazinha! Teve oito filhos, mas infelizmente, destes oito, só restaram cinco, os quais ela criou, praticamente sozinha.

Lembro-me, com pouca clareza, de todos os esforços que ela fazia quando éramos muito pequenos, para nos sustentar. Com um marido quase sempre ausente, ela fazia o que podia para garantir-nos o que comer, vestir e brincar.

Nós morávamos na casa de nossa avó materna e mamãe juntava cosméticos numa bolsa, pegava nós cinco (já que não gostava de nos deixar nos cuidados de ninguém) e seguia nos bairros, a fim de vender tais cosméticos. Não voltávamos enquanto ela não tivesse vendido todos.

Ela sofria muito, eu bem sei disso, como sei que sofre até hoje por conta de um filho pródigo, que tenho fé em Deus que um dia vai voltar.

Sei que o seu sorriso e seus olhos sofredores escondem muitas coisas que ela nunca ousou nos contar, porque sabe que isso nos deixaria tristes. Ela só quer nos ver feliz e faz muito por isso.


Não sei como é sua mãe, nem sei se você fala com ela ou já não à tem ao seu lado. Mas minha mãe é a mulher mais linda deste mundo, batalhadora e super-heroína!


Tudo o que possuo hoje, agradeço e louvo à Deus pela mãe que tenho, pois foi ela quem me ensinou tudo! Me ensinou como caminhar, me alimentou, me levou ao médico, me deu remédio e cuidou das minhas crises de enxaquecas no meio da noite, das febres e ela ali velando meu sono.

Não sei nem o que dizer... sei que tudo o que eu faça por ela é pouco para pagar tudo o que ela fez por mim. Nem uma eternidade pagaria!


Dona Mazinha, mãezinha, eu te amo muito!!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Oração da Gestante



Senhor, agradeço-Te
a nova vida que sinto dentro de mim.
Esta presença faz-me ver as pessoas
e as coisas de maneira diferente,
enche-me de ternura e renova em mim
uma grande admiração pelo mistério
pela Tua obra criadora que continua
através da minha pessoa.
Sou feliz por ser mulher e por ser mãe.
Peço-Te que veles por esta criatura
que Tu conheces.
Eu percebo apenas o seu movimento,
leve como uma carícia,
e sonho com os traços do seu rosto,
e a cor dos seus olhos e cabelo.
Deixa-me sonhar, peço-Te,
mas ajuda-me a conhece-la
para que a possa acompanhar
até ao fim do caminho da vida.
Faz com que o cansaço da gravidez
e o medo do parto
não perturbem a minha serenidade
e possa viver esta maravilhosa aventura
confiando na Tua Providência.
Maria,
Tua mãe corajosa e terna, esteja a meu lado
neste tempo de espera e me torne capaz de
receber este menino
com o mesmo amor com que Te acolheram.
Amém!